Na fundição, o refugo é parte do processo. A composição da liga varia por corrida. E o certificado de material do cliente precisa vincular cada peça entregue à corrida de origem. Gerir isso manualmente, com planilhas paralelas ao ERP, é uma fonte constante de retrabalho e de risco de não conformidade. O SAP Business One com DiamondOne integra tudo isso num sistema único.
Por que fundição precisa de um ERP especializado
O processo de fundição tem características que a maioria dos ERPs ignora. A composição química da liga metálica muda a cada corrida: os teores de carbono, silício, manganês e outros elementos são ajustados conforme a especificação da peça que será fundida. O refugo acontece em múltiplas etapas, desmoldagem, rebarbação, tratamento e inspeção final, e o custo das peças refugadas precisa ser absorvido pelo custo das aprovadas.
Para clientes que exigem rastreabilidade, como fornecedores de autopeças ou de equipamentos de segurança, o certificado de corrida é um requisito contratual. Se um cliente retornar uma peça com defeito meses depois da entrega, a fundição precisa identificar em minutos de qual corrida veio aquela peça e quais outros clientes receberam material da mesma corrida. Sem isso no sistema, essa busca pode levar dias.
Como o controle de corridas funciona na prática
Cada corrida de fusão é uma ordem de produção no sistema, com receita de liga definida: proporções de sucata, ferro gusa, ligas de adição e retornos. Quando o espectrômetro analisa a composição real do metal líquido, esse resultado é registrado na OP de fusão. As peças produzidas nessa corrida ficam vinculadas automaticamente à composição química verificada.
No encerramento, o certificado de corrida é gerado pelo sistema com todos os dados: composição química, temperatura de vazamento, identificação do fundidor e resultados das inspeções. O que antes era um documento preenchido manualmente e arquivado em pasta física passa a ser emitido em segundos direto do ERP.
Custeio com refugo: como funciona o cálculo
Na fundição, a taxa de refugo de 8% a 15% é normal dependendo do processo e da geometria. Sem custeio por absorção, a empresa tende a subestimar o custo unitário das peças aprovadas porque os refugos são contabilizados como perda separada, não como parte do custo do lote. O resultado é uma margem aparente maior do que a real.
Com o DiamondOne, o custo das peças refugadas em cada etapa é absorvido pelo custo das aprovadas na mesma OP. O custo unitário final reflete a realidade do processo, incluindo as perdas estruturais do processo de fundição.
Módulos principais para fundição
- Corridas de fusão com receita, OP de fusão com composição química e controle de adições de liga
- Rastreabilidade peça por corrida, vínculo automático entre peça e corrida para rastreabilidade documental
- Refugo por etapa, registro em desmoldagem, rebarbação, tratamento e inspeção final
- Custeio com absorção de refugo, custo real das peças aprovadas incluindo as refugadas do mesmo lote
- Certificado de corrida automático, emissão a partir dos dados de produção registrados no sistema
- Controle de moldes e caixas, vida útil do ferramental de fundição por número de vazamentos
Perguntas frequentes
O sistema integra com espectrômetro?
Sim. A composição química real da corrida pode ser importada do espectrômetro direto para a OP de fusão, por arquivo ou API. O dado vai para o certificado de corrida sem necessidade de redigitação.
O sistema suporta fundição em areia e injeção de alumínio?
Sim. O DiamondOne permite parametrizar processos distintos com custos e controles específicos para cada um. Fundições que operam múltiplos processos no mesmo site podem gerenciar tudo no mesmo sistema.

